Bruxelas ou Bruges primeiro? O que faríamos de forma diferente
Na nossa primeira viagem à Bélgica fizemo-lo como a maioria das pessoas parece fazer: duas noites em Bruges primeiro, depois Bruxelas. Correu muito bem. Mas com a experiência que temos agora, inverteríamos a ordem — e escolheríamos uma base totalmente diferente.
Porquê começar em Bruges nos preparou para a desilusão
Bruges é instantânea e quase absurdamente bonita — canais, o Beffroi, ruelas de calçada, tudo isso. Encanta-nos em dez minutos. O problema é que isso cria um patamar de “postal de conto de fadas” que Bruxelas, à primeira vista, não consegue igualar. Chegámos a Bruxelas diretamente de Bruges, olhámos para o (admitidamente pequeno) núcleo turístico e para o dececionante Manneken-Pis, e pensámos “…é esta a capital?”
Demorámos um dia inteiro a perceber que a tínhamos julgado mal.
O que nos escapou ao início
Bruxelas não se exibe para nós como Bruges o faz. As suas melhores facetas — os bairros de Art Nouveau, os murais de banda desenhada, a gastronomia de Sainte-Catherine e Dansaert, a cerveja lambic — ficam um pouco fora do circuito turístico e levam um dia ou dois a encontrar (vale a pena Bruxelas?). Quando as descobrimos, adorámos mais do que Bruges. Mas vindo diretamente da beleza instantânea de Bruges, estivemos quase a descartá-la.
O que faríamos agora
Duas coisas:
- Ficar em Bruxelas e fazer Bruges em excursão — e não ao contrário. Bruxelas é central, por isso Bruges (assim como Ghent e Antuérpia) ficam a uma hora de regresso fácil (Bruxelas vs Bruges). Um único hotel, sem arrastar malas.
- Dar a Bruxelas o seu tempo primeiro, para a encontrar nos seus próprios termos antes de a beleza postal de Bruges recalibrar as nossas expectativas.
A versão ideal da nossa viagem é basicamente o plano de 3 dias Bruxelas–Bruges–Ghent — base em Bruxelas, excursões flamengas.
A conclusão
Se está a escolher a ordem: faça Bruxelas primeiro (ou pelo menos fique lá sediado), e deixe que Bruges seja o programa do dia. Bruges vai continuar a deslumbrá-lo independentemente de quando for — mas Bruxelas merece ser descoberta antes, e não depois, de a cidade pequena mais fotogénica da Europa repor os seus padrões. Não cometa o nosso erro de quase ignorar uma das nossas cidades agora favoritas.