Os melhores bares de cerveja em Bruxelas: onde os locais bebem mesmo
Brussels: Belgian Beer Tasting Experience
Quais são os melhores bares de cerveja em Bruxelas?
À la Mort Subite e Le Cirio pela atmosfera Art Nouveau histórica, Moeder Lambic pela lista de torneiras especializada, a cervejaria Cantillon para lambic ácida na fonte, Délice & Caprice para orientação personalizada e Poechenellekelder perto do Manneken-Pis pelo carácter. Evite o Delirium Café turístico salvo se o número recorde de cervejas for mesmo o objectivo.
Bruxelas bebe melhor do que qualquer outro lugar — eis onde
A cultura cervejeira belga está na lista do Património da UNESCO, e Bruxelas é a sua capital. Mas o local mais famoso da cidade é também o mais turístico, por isso os visitantes acabam muitas vezes no sítio errado. É aqui que Bruxelas bebe mesmo — cafés históricos, templos da lambic e cervejarias artesanais — com notas honestas sobre o que pedir. Para perceber os estilos, consulte o nosso guia sobre tipos de cerveja belga.
A distinção entre o circuito turístico da cerveja (Delirium, o perímetro da Grand-Place) e a verdadeira cena bruselense é mais marcada aqui do que em quase qualquer outra cidade europeia. Os bons bares não são difíceis de encontrar, mas raramente são os que têm o marketing mais barulhento. O que se segue é onde verdadeiramente se passam as noites.
Os históricos “cafés castanhos”
Estas instituições com lambris de madeira e marcas do tempo são a alma de Bruxelas boémia.
- À la Mort Subite — um clássico Art Nouveau desde 1928, todo espelhos e mármore, perto das Galeries Royales. Peça a gueuze ou a kriek da casa. O café mais quintessencialmente bruxelense que existe — o nome («morte súbita») refere-se a um jogo de dados praticado pelos funcionários dos edifícios vizinhos, sem nada de mórbido. O interior é genuinamente notável: longo balcão de zinco, tecto abobadado, cadeiras de madeira curvada, inalterado há décadas.
- Le Cirio — um interior belle-époque suntuoso junto à Bolsa; peça uma half-en-half (vinho espumante e vinho branco) como os habituais, ou uma cerveja clássica. O bar existe desde 1886 e o interior tem a pátina que o comprova.
- Poechenellekelder — mesmo em frente ao Manneken-Pis, apinhado de fantoches e com uma lista de cervejas séria; localização turística, mas cerveja e ambiente genuinamente bons. A coleção de fantoches pendurados no tecto é extraordinária; a seleção de cervejas vai muito além do óbvio.
- À la Bécasse — num beco perto da Bolsa, famoso por servir lambic em jarras de pedra. Um dos poucos sítios que mantém o serviço tradicional em jarro de cerâmica. Escuro, estreito, atmosférico — uma experiência genuína para os apreciadores de lambic.
Para o apreciador de cerveja
- Moeder Lambic (dois ramos — o original em Saint-Gilles e o Fontainas no centro). A melhor lista de torneiras curada da cidade, equipa com conhecimento e uma selecção profunda de lambic. Se leva a cerveja a sério, comece aqui. O ramo de Saint-Gilles tem a atmosfera de um bar de vinhos de bairro para obsessivos da cerveja; o Fontainas é mais central e ligeiramente mais descontraído. Ambos têm pessoal capaz de explicar cada torneira.
- Délice & Caprice — uma pequena loja-bar onde o dono apaixonado o guia pelos diferentes estilos. Excelente para aprender; o tipo de sítio que transforma um bebedor casual num sério numa única visita. Espere receber garrafas que nunca ouviu falar e ser explicado por que razão importam.
- BarBeton / cervejarias artesanais — a cena moderna de craft belga e internacional, à volta de Dansaert e do canal. Bruxelas tem uma cena artesanal independente em crescimento; a zona em torno da Rue Antoine Dansaert tem vários bares com listas de torneiras rotativas.
Lambic na fonte: Cantillon
A cervejaria Cantillon (Brasserie-Musée) é uma cervejaria familiar de lambic em funcionamento e um museu vivo em Anderlecht, que produz cerveja ácida de fermentação espontânea exactamente como há um século. Os tanques de arrefecimento da mansarda cobertos de teias de aranha, os barris de carvalho, o cheiro da fermentação selvagem — não há nada parecido em nenhuma outra cervejaria do mundo. A visita autoguiada termina com uma prova. Indispensável para os viajantes que levam a cerveja a sério — todos os detalhes no nosso guia sobre a Cantillon e no guia de gueuze e lambic.
As cervejas da Cantillon são sazonais e em quantidade limitada. Se vir a sua Kriek, Gueuze, Iris ou as raras edições sazonais disponíveis, compre: exportam pouco e bebê-las na fonte é o ponto.
O que pedir
- Gueuze / kriek — lambic ácida e complexa; a especialidade de Bruxelas. Nunca provou? Consulte o guia de gueuze e lambic.
- Trappista — Westmalle Tripel, Orval, Rochefort: clássicos monásticos (guia das Trappistas).
- Artesanal local — a Zinnebir e a Taras Boulba da Brasserie de la Senne são cervejadas de Bruxelas excelentes e cheias de carácter. A Brasserie de la Senne é uma pequena cervejaria bruselense que faz cervejas lupuladas e bem elaboradas com identidade local em vez de seguir as modas internacionais.
- Respeite o copo. Muitas cervejas belgas são servidas no seu próprio copo de marca, desenhado para o estilo — faz parte do ritual, não é marketing.
O que evitar (ou gerir as expectativas)
- Delirium Café — famoso pela lista recorde de cervejas, mas hoje é um labirinto ruidoso e turístico. Divertido pelo espectáculo; não é onde os locais vão. Opinião honesta: vale a pena o Delirium Café?.
- Qualquer sítio directamente na Grand-Place para uma sessão completa — ótimo para uma cerveja com vista, caro além disso. Veja as armadilhas dos restaurantes da Grand-Place.
A cultura da cerveja: o que torna Bruxelas diferente
Bruxelas não é apenas uma cidade com boa cerveja — é uma cidade onde a cultura em torno da cerveja é ela própria o tema. A tradição belga específica é esta: cada cerveja tem o seu próprio copo, servido por um barman que sabe porquê. Pedir uma Duvel traz uma tulipa; uma Westmalle Tripel, um cálice; uma gueuze da Cantillon, uma pequena taça de vinho. O barman segura o copo no ângulo correcto e verte para criar uma espuma específica para o estilo. Nada disto é teatro — reflecte uma diferença genuína em como a cerveja se comporta e como o sabor se desenvolve.
Nos melhores bares bruselenses, o pessoal conhece cada cerveja da carta como um sommelier conhece uma carta de vinhos. No Moeder Lambic, pode pedir ao barman que o guie pela selecção de lambic e receber uma aula magistral de trinta segundos sobre o que torna a gueuze deste ano diferente da do ano passado. No Délice & Caprice, o proprietário entrega-lhe algo que nunca ouviu e explica por que razão importa. Esta forma de beber — curiosa, conversacional, atenta — distingue Bruxelas de cidades com cenas cervejeiras tecnicamente excelentes mas sem a cultura de falar sobre isso.
Beber pelos bairros: além do circuito turístico
Os melhores bares bruselenses não estão todos no centro. As noites mais interessantes vivem-se nos bairros:
- Saint-Gilles tem o ramo original do Moeder Lambic e um conjunto de cafés independentes em torno da Place Vanderkindere que os belgas tratam como seus. Menos turístico, ritmo mais lento, genuinamente local.
- Ixelles — a zona em torno da Place Flagey e da Chaussée d’Ixelles tem bares e brasserías que se enchem de um público jovem e variado a partir da tarde. O Flagey (o antigo edifício da rádio nacional, agora centro cultural) tem um grande café com esplanada junto à lagoa no verão.
- Dansaert / Saint-Géry (Rue Antoine Dansaert e Place Saint-Géry) — o equivalente moderno e ligeiramente mais caro: cocktails artesanais, bares de vinhos e o melhor da cena gastronómica bruselense. Alguma lambic, muita boa cerveja artesanal belga e importada.
- As Marolles (em torno da Rue Haute e da Place du Jeu de Balle) — mais antigas, mais brutas, com cafés que não mudaram muito em décadas. Carácter antes de polimento; a seleção de cervejas é básica mas o ambiente é autêntico.
Deixe-se guiar por um especialista
A forma mais eficaz de beber bem é com um guia. Uma visita de prova de cervejas belgas leva-o pelos estilos e pelos melhores locais; uma visita aos segredos da cerveja aprofunda a história e os cafés escondidos; e uma experiência numa microcervejaria leva-o aos bastidores. Depois regresse aos seus favoritos por conta própria. Compare cidades no nosso guia Bruxelas vs Bruges: a cena cervejeira.
Perguntas frequentes — Os melhores bares de cerveja em Bruxelas: onde os locais bebem mesmo
Onde bebem os locais em Bruxelas?
Os locais preferem os históricos 'cafés castanhos' como À la Mort Subite e Le Cirio, o bar para apreciadores Moeder Lambic (dois ramos) e os cafés de bairro em Saint-Gilles, Ixelles e à volta de Sainte-Catherine — não o Delirium Café cheio de turistas.Que cerveja devo pedir num bar em Bruxelas?
Experimente uma gueuze ou kriek (lambic ácida) para a verdadeira especialidade de Bruxelas, uma Trappista como Westmalle ou Orval, ou uma cerveja local da Brasserie de la Senne (Zinnebir, Taras Boulba). Pergunte ao barman — a cultura belga da cerveja valoriza muito a correspondência entre a cerveja, o seu paladar e o copo certo.
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